A vida cheia de pragmatismos, e lendas. Alguns dizem que é possível se apaixonar inúmeras vezes. Outros, que temos apenas um grande amor. Acredito em tudo, não acho possível concluir sentimentos com normas e condições tão certas e indecifráveis como bulas de remédio. Falo ainda por experiência que os melhores relacionamentos, são sim, os que têm dose certa de simplicidade e cumplicidade. Nunca vi grandes amores duradouros. E como outrora, acredito nos relacionamentos NÃO regados a paixão e amor. Amor é algo pra lá de doloroso. E até hoje me pergunto se o aperto no coração, e tal sufoco são adjetivos negativos ou positivos...
Claro, nós podemos ser felizes com relacionamentos longos sem paixão. E mesmo assim – talvez você que lê isso esteja achando absurdo – mesmo felizes, você reconhece com os anos passando seu grande amor vivendo outra relação. É a lei da arbitrariedade.
Hoje, talvez meu grande amor tenha passado. Por ele sofri, chorei, me comovi e me humilhei. Ainda tremo e tremerei pra sempre, vejo isto com aptidão e lucidez. O que mudou? Mudou que de tanto amá-lo ele estará sempre na esfera do maior amor. E só.
É intocável, e quando tremo, penso que hoje sou mais feliz. Sou grato a ele por ter me ensinado tanto sobre sofrimento e alegria, ternura e sarcasmo, mentiras e ilusões, verdades e tombos. Meu grande amor será sempre o mais lindo, o mais amado, aquele que sempre balançará tudo na vida.
Mas, meu grande amor nunca me deu o dia-a-dia – é incapaz disso. Meu grande amor tão sonhado não sabe o que é companheirismo. E esse amor tão sofrido me ensinou como é boa a dose certa, e por fim como é bom não viver de amor. Ainda o acho dos mais belos, eu diria um atentado. Mas nada, nada se compara ao que tenho hoje, bem mais simples, na esfera dos bons relacionamentos. Nada desse amor alvoroço, dessa paixão descabida, e por isso mesmo melhor. Com o tempo entendemos que grandes amores servem como lembrança, e que de tão ruins tornam-se eternamente grandes e bons no coração da gente. E de tão grandes, não devem mais ocupar nossas vidas.
Resumo: eu te digo que é bom o tempo do reconhecimento - do quão grande você ainda é, porque graças a ti hoje e sem você eu entendo o que é ter e ser feliz.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Pense nas crianças mudas, telepáticas.
Ney Matogrosso foi só uma inspiração, nada com o restante deste.
É que acabei de pensar nas pessoas mudas, apáticas, nas rosas cálidas. E sabe-se porque, achei que aqui cabia Rosa de Hiroshima. E ponto.
Li agora um recado de certo fulano para certo cicrano. Pensei nos julgamentos abissais. De como algumas pessoas insistem em amizades onde tudo existe, menos a amizade. De uma das partes, a amizade realmente está ali. Da outra, há o usar, o tentar ficar próximo para a próxima cerveja. Nunca apenas para um desabafo.
Essas pessoas, assim como as rosas cálidas, são tão cálidas que se impressionam com declarações despudoradas. Com pessoas inspiradas. E voltando, só olham para o próprio umbigo.
Todos têm um pouco do egoísmo do EU. Mas EU ainda não aprendi a lidar com pessoas que além de só falarem de si, não conseguem admirar o outro verdadeiramente, que só aparecem em momentos mal-fadados. Discordo de que amigo é pra isso mesmo. Amigo é para qualquer hora, para os ruins, bons e os momentos de INÉRCIA.
Fico fulo, em resumo, com os aproveitadores, que cobram e nada dão. Que não conseguem se inspirar com a beleza do coração alheio. E que quando topam com um bom sentimento, só conseguem sentir, bem, inveja.
E tenho dito.
É que acabei de pensar nas pessoas mudas, apáticas, nas rosas cálidas. E sabe-se porque, achei que aqui cabia Rosa de Hiroshima. E ponto.
Li agora um recado de certo fulano para certo cicrano. Pensei nos julgamentos abissais. De como algumas pessoas insistem em amizades onde tudo existe, menos a amizade. De uma das partes, a amizade realmente está ali. Da outra, há o usar, o tentar ficar próximo para a próxima cerveja. Nunca apenas para um desabafo.
Essas pessoas, assim como as rosas cálidas, são tão cálidas que se impressionam com declarações despudoradas. Com pessoas inspiradas. E voltando, só olham para o próprio umbigo.
Todos têm um pouco do egoísmo do EU. Mas EU ainda não aprendi a lidar com pessoas que além de só falarem de si, não conseguem admirar o outro verdadeiramente, que só aparecem em momentos mal-fadados. Discordo de que amigo é pra isso mesmo. Amigo é para qualquer hora, para os ruins, bons e os momentos de INÉRCIA.
Fico fulo, em resumo, com os aproveitadores, que cobram e nada dão. Que não conseguem se inspirar com a beleza do coração alheio. E que quando topam com um bom sentimento, só conseguem sentir, bem, inveja.
E tenho dito.
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