A periferia dos sentimentos é algo engraçada. Não a revelamos, não constatamos, não sabemos por onde anda. Não sabemos, não cremos e enfim, nos iludimos.
Essa periferia tem algo de triste. Achamos que ela está esquecida, morta, irrelevante. Mas ela está. Simplesmente existe. Como que enraizada em partes dolorosas.
É irônico, mas ela sempre vem à tona. De forma inexplicável. Ela surge num momento feliz, e do nada torna sua mente só lembranças, e às vezes, expectativas e só.
Você lembra, você sonha, e no meio do teor alcoólico, lembra-se do básico e faz novas constatações.
Normalmente eu nego.
Nego que esteja te procurando em faces perdidas na multidão. Nego que faço o possível para – casualmente – te encontrar. Nego que te quero acima de tudo. Nego que ainda não te esqueci. Nego, nego, nego.
E muito embora eu saiba que você negará qualquer possibilidade futura. Eu não pude negar, dia desses que... bem... Eu tive de admitir que te amo, mesmo que tão tardiamente.
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