Poucas coisas, de fato, me magoam no mundo. Mas existe uma sem dúvida um que muito mau me faz. E digo que esta é a indiferença. Ainda sou fã da sinceridade, como defesa da vida, e não a vida e seus sarcasmos despudorados. Ainda tenho muito dó, digamos, de mim, nessas horas.
Explico, a sinceridade é magnâmina. Se corta, corta na hora. Não há subterfúgios. A indiferença, bem, a indiferença é indigesta. Explico mais: quão mais fácil é a vida como anunciada conforme a premissa. É melhor dizer, ligar, mandar um sms e dizer: não pretendo mais falar contigo por tais motivos. É sempre melhor dizer. Você evita. A transparência é someito leito, não margem.
Voltando - evita as expectativas alheias. Evita a paixão típica de quem é desprezado. Evita em absoluto o absoluto das probabilidades. Porque? Porque a indiferença cria um conto de fadas não digno de Alice ou Peter Pan. Mas digno, tão somente de Poliana, que ainda visualiza o belo como fato pueril.
Não tenho nada, em concreto a acrescentar fora o fato válido, e mais que válido que a sinceridade é sempre a melhor saída. Ela cria o respeito enquanto a indiferença deferida pelo sujeito ativo volta com o desprezo do sujeito passivo. E todo predicado nessas condições não sugere uma boa relação.
Porque então o ser humano insiste na fuga?
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Um comentário:
Não sei, e isto basta. Ainda mais com a dificuldade do acesso. Concisão é a tentativa de achar uma linha que ilumine... estou adorando o contato.
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